Advertisement

Responsive Advertisement

Território Cultura Viva

Com debates, shows, intervenções visuais, feira, ritual indígena, oficina e outras atividades, a programação do Território Cultura Viva teve como objetivo provocar a reflexão sobre os megaeventos e as ocupações culturais nos espaços públicos. As atrações que se apresentaram representaram movimentos culturais das periferias e trouxeram em sua arte recados políticos sobre a valorização da produção das favelas e de povos marginalizados, como os LGBTT, os povos indígenas e os povos de terreiro.
A atividade aconteceu durante todo o sábado (8), a Praça da Cinelândia, no Rio de Janeiro, integrada ao trajeto do Circuito MinC na Maratona Cultural Cidade Olímpica.


Durante todo o sábado (8), a Praça da Cinelândia, no Rio de Janeiro, foi ocupada por centenas de pessoas que participaram e acompanharam a programação do Território Cultura Viva, parte do trajeto do Circuito MinC na Maratona Cultural Cidade Olímpica. Com debates, shows, intervenções visuais, feira, ritual indígena, oficina e outras atividades, a programação teve como objetivo provocar a reflexão sobre os megaeventos e as ocupações culturais nos espaços públicos. As atrações que se apresentaram representaram movimentos culturais das periferias e trouxeram em sua arte recados políticos sobre a valorização da produção das favelas e de povos marginalizados, como os LGBTT, os povos indígenas e os povos de terreiro.
 
Para debater e colocar em questão as ocupações dos espaços públicos e a integração entre cultura e cidade, a Tenda Cidade Que Queremos proporcionou um ambiente diverso que contou com debates, com as expositoras da Feira Crespa, com oficina de turbante e de tratamento capilar. Teve também a Livreteria Popular Juraci Nascimento, que propiciou a interação das crianças com a literatura, apresentação de dança das crianças e adolescentes do projeto Studio Movimentos, show da Banda Alaíde Negão e do grupo Os Descolados, além da discotecagem do Vinil é Arte. 
 
"É um momento muito bacana de retomada do olhar do Ministério da Cultura para essas linguagens que vêm da vida", comentou a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, Ivana Bentes, sobre a escolha da programação. "Para além dos artistas consagrados, precisamos apresentar, reconhecer, certificar, apoiar e fomentar essas expressões culturais que vêm das bases comunitárias e que tem uma produção artística riquíssima", completa.
 
Durante o debate, foram levantadas questões com relação à inserção da cultura nos espaços públicos. Sobre a ocupação da cidade, o diretor do grupo de teatro Tá na Rua, Amir Haddad, afirmou que não basta programar atividades culturais nas praças. "Se não vier junto com essa programação, o sentimento e a intenção de que isso vire cotidiano da cidade não vai mudar nada", afirmou. Ele contou que só faz arte na rua porque quer modificar o seu convívio urbano, a sua maneira de viver. "Quero me relacionar com o cidadão da cidade em que eu vivo de outra maneira, quero ver e ser visto por ele, quero horizontalizar as minhas relações".
 
Mercantilização dos espaços públicos
 
Para a advogada Liana Lins, ativista do moimento Ocupe Estelita, o Brasil está vivendo um processo de mercantilização dos espaços públicos "Nós, culturalmente, passamos a aceitar esses padrões de ocupação e deixamos de questionar porque o espaço público se transformou em um espaço elitista", afirmou. Liana ressaltou também a necessidade de retomada da cultura para as ruas como forma de proporcionar o convívio urbano. "A praça é a escola da democracia, é onde se convive com o diferente".
 
Os artistas visuais Roberta Carvalho e Alexis Anastasiou falaram sobre a arte das projeções como forma de interagir com o espaço urbano e com a arquitetura. "A gente tirou da galeria de arte as videoperformances e as levamos para as ruas", afirmou Alexis. "A possibilidade de utilizar imagem dentro da cidade é uma maneira de ressignificar o nosso olhar pra esses espaços que vemos e em que vivemos todos os dias", completou Roberta.
 
Gestora do Ponto de Cultura Coco de Umbigada, de Recife, Mãe Beth de Oxum participou do debate e falou sobre os projetos que desenvolve na capital pernambucana. "A partir do coco (estilo musical), a gente se articula pra envolver socialmente as nossas comunidades". Há anos Mãe Beth promove festas e encontros na rua. "É uma miséria social enfiar todo mundo dentro dos prédios, é querer transformar as pessoas em loucos", acredita.
 
Apresentações musicais
 
O Território Cultura Viva também contou o Ateliê Urbano, que trouxe apresentações musicais (DJ, rapper gay, break, passinho, reggae), projeções em árvores e ritual indígena, entre outros. A curadoria artística foi feita de forma a integrar diferentes produções que muitas vezes não têm espaços privilegiados nos grandes centros e que representam a arte dos seus territórios. 
 
A programação artística da Cinelândia integrou os convidados da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura com os convidados da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Entre as apresentações tiveram o grupo Jongo da Serrinha, os shows do rapper Rico Dalasam, da cantora Karina Buhr e do grupo Digitaldubs. Ainda na praça ocorreram as intervenções do coletivo Opavivará, o II Campeonato Interdrag de Queimada - Gaymada, o Circo de uma Nota Sol, do grupo OffSina, as projeções do projeto Symbiose, da artista Roberta Carvalho, e o ritual indígena dos povos Kayapós e Pataxós
 
Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC)
Ministério da Cultura

Saiba mais: http://bit.ly/1EjTMwT Fonte: Minc

Postar um comentário

0 Comentários